Vice Play Logo
Games

Coreia do Norte no Flight Simulator: Uma Viagem pelo País mais Fechado do Mundo

Explore a Coreia do Norte no Flight Simulator: dos monumentos de Pyongyang às misteriosas áreas rurais e campos de trabalho em uma jornada virtual inédita.

A fronteira entre o real e o virtual

O Microsoft Flight Simulator é reconhecido por reproduzir o planeta Terra em escala real, permitindo que entusiastas da aviação explorem regiões de difícil acesso geográfico ou político. Uma das experiências mais intrigantes dentro do simulador é sobrevoar a Coreia do Norte, um país conhecido por seu isolamento extremo. Ao cruzar a fronteira a partir da Coreia do Sul, a diferença na infraestrutura é imediata: enquanto o sul é repleto de aeroportos e pontos de interesse, o norte apresenta um mapa muito mais vazio e silencioso, refletindo a realidade de um dos espaços aéreos mais restritos do planeta.

O contraste visual da capital Pyongyang

Ao chegar em Pyongyang, a capital norte-coreana, o simulador revela estruturas monumentais que se destacam na paisagem urbana. Entre os pontos de interesse mais notáveis está o Estádio Rungrado Primeiro de Maio, considerado o maior do mundo com capacidade para 150 mil pessoas. Outros marcos arquitetônicos, como o hotel em formato piramidal e o centro de ciência com design inspirado em um átomo, também estão presentes, demonstrando o esforço de representação dessas áreas icônicas mesmo em um ambiente virtual.

Diferente das zonas rurais, onde predominam vilarejos simples e texturas menos detalhadas, o centro da capital exibe prédios com cores vibrantes, como azul, vermelho e verde. Essa organização visual parece ter o objetivo de transmitir uma imagem de prosperidade para os poucos visitantes que chegam à cidade. No entanto, o movimento nas ruas permanece escasso, com pouquíssimos veículos circulando, o que reforça a sensação de isolamento e melancolia que permeia a exploração do território norte-coreano no jogo.

A busca por áreas restritas e campos de trabalho

A exploração virtual avança para além dos monumentos oficiais, utilizando coordenadas reais para localizar possíveis complexos prisionais e campos de trabalho forçado em áreas remotas. Embora o simulador utilize construções genéricas por falta de dados de fotogrametria detalhados na região, a disposição das estruturas no mapa é reveladora. Em locais afastados de centros urbanos, é possível identificar aglomerados de casas cercados por perímetros de segurança e barreiras naturais, como rios e montanhas, condizentes com informações disponíveis em serviços de mapeamento global.

Essas áreas suspeitas, localizadas no interior profundo do país, contrastam fortemente com a fachada organizada da capital. Próximo a esses complexos, o simulador exibe vastas extensões de campos de cultivo, sugerindo a presença de atividades agrícolas que sustentariam essas instalações isoladas. A experiência de voar sobre esses pontos específicos no Flight Simulator oferece uma perspectiva única, ainda que limitada tecnicamente, sobre a geografia do controle e do sigilo que define a infraestrutura interna da Coreia do Norte.